Nintendo acaba com o “gay Bowser” – mas quem era esse mesmo?

Não sei você, mas eu nunca tinha ouvido falar.

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Em 1996, Mario invadiu o mundo tridimensional 64-bit para lançar Bowser/Koopa pelos ares girando o infeliz tirano pelo rabo. E segundo alguns jogadores, proferindo a suspeitíssima frase "So long, gay Bowser!".

Sério? Não sei você, mas eu nunca tinha ouvido falar nisso até essa semana, quando uma série de memes invadiu o Twitter. Segundo a geral, a Nintendo teria censurado uma versão do clássico Super Mario 64.

Nintendo homofóbica? Será?

Sério?

O gatilho foi o lançamento de Super Mario All-Stars para o Switch. Assim que botou as mãos no jogo, o pessoal notou que "algo errado não estava certo".

O "gay Bowser"...

...virou "buh-bye!" no All-Stars.

Alteração antiga

Claro que Martinet não dizia "gay Bowser". O assunto dificilmente seria abordado num produto da Nintendo; mesmo que o personagem fosse gay – e nunca o foi –, referências não seriam escancaradas, ainda mais em 1996.

Você conhece a Nintendo. Para Birdo virar Birdetta (e ali era escancarado) foram quase 20 anos e só quando o tema virou tendência.

A frase era "So long, King Bowser" – ou no máximo "So long-ey, Bowser!", naquele sotaque engraçadinho de Charles Martinet que nos fez ouvir "It's-a me" na tela-título.

O Super Mario 64 do pacote foi baseado em Super Mario 64 Shindou Pak Taiou Version, lançado no Japão em 1997 com melhorias. Como lá Bowser é conhecido como Koopa, a frase foi alterada (veja aqui). E naturalmente foi parar na versão incluída no Switch.

Então você que não entendeu direito o rolo mas ficou indignado, relaxe. A Nintendo não é homofóbica (não por isso, pelo menos), Bowser não é gay e não há um complô da empresa para enfiar Bowser no armário.