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Game crossovers que o mundo nunca viu (mas podiam existir)

Algumas teriam dado muito certo; outras são pura viagem que jamais funcionariam.

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A gente aprende algumas coisas no universo dos games desde o começo, e uma delas é: franquia de respeito não se mistura com a gentalha, ou melhor, outras franquias. Quando consegue um número considerável de fãs, a desenvolvedora não vai estragar a magia daquele mundo fazendo maluquices, pois fã hardcore sabem como é, tem tolerância bem baixinha. RPG, por exemplo, com tendência a ter seguidores fiéis, pode cair em desgraça se mudar demais. Vide Phantasy Star III [especial aqui].

Mas quando arriscam, o resultado costuma ser bom. Quem imaginava em sã consciência que Double Dragon misturado com Battletoads geraria um terceiro mundo funcional e divertido? Ou que a SNK descobriria uma fonte de dinheiro misturando personagens em The King of Fighters? Outros foram na onda, como a Sega e seu Fighters Megamix, e a Capcom com — mais surpreendente ainda — heróis da Marvel.

Que tal se Nintendo e Sega, apesar de concorrentes, tivessem juntado mascotes e dividido a produção e os lucros? Quantos fãs ganhariam no lado "adversário", potenciais novos clientes de suas máquinas futuras? O sonho de muita gente era ver um mix de Mortal Kombat com Street Fighter II, mas nunca saiu da imaginação coletiva.

Como sonhar não custa nada, imaginei alguns clássicos misturados e seus possíveis enredos. Alguns parecem cabíveis, como uma aventura de Lara Croft entre os zumbis de Resident Evil. Ou a mitologia de Altered Beast com os dragões e feiticeiros de Golden Axe. Outros são piração, tipo Final Fantasy + Phantasy Star: tão complicados que seria de matar qualquer roteirista tentar ajustar as pontas pra dar liga.

Final Rage

Crossover de Streets of Rage com Final Fight

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Plataformas: Mega Drive, SNES

Motivo: é tão cliché que chega a ser idiota, mas um grande jogo mesclando as duas histórias de ruas violentas, gangues e grupos de policiais e ex-lutadores cairia como uma luva para Sega e Capcom.

Possível? Apesar da rivalidade entre as séries, não chegava ao nível de prejudicar o relacionamento entre as empresas, então acho que sim.

Trama: antes dos eventos de Streets of Rage, os jovens policiais Axel, Blaze e Adam vão à cidade de Metro City seguindo pistas de um grupo criminoso que vem realizando assaltos a banco. Suspeita-se que o grupo usa o dinheiro para comprar armas numa operação envolvendo o Mad Gear, liderado pelo milionário do crime Horace Belger. Em Metro, [algum personagem da polícia] os apresenta a Cody, um ex-presidiário. Ele aceita ajudar se puder colocar seu parceiro de luta Guy no time, o que inicialmente é recusado por Axel e os demais, mas [aquele policial] insiste.

Por que tirei Haggar? Antes de FF, ele ainda era da série Slam Masters e não prefeito. E mesmo que fosse prefeito, não tinha motivo para cair na porrada com as próprias mãos. Talvez Jessica, a eterna namorada de Cody, pudesse ser jogável — daria uma excelente equipe em paralelo com Blaze.

Street Fighter vs MK

Crossover de Street Fighter II com Mortal Kombat I e II

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Plataforma: múltiplas.

Motivo: misturar os reis da popularidade em luta nos anos 90 foi sonho de muita gente, mas jamais aconteceu. Os produtores Yoshinori Ono e Ed Boon declararam que o mix soava interessante, mas difícil de realizar porque a violência de MK é acima do padrão SF, logo teria que ser reduzida — provavelmente até eliminando Fatalities.

Possível? Jamé que as duas franquias dominantes dos anos 90 se misturariam. Uma das duas teria a jogabilidade comprometida, ou pelo menos descaracterizada.

Trama: após a vitória de Liu Kang no torneio de Mortal Kombat, Shang Tsung e Goro perderam a chance de obter a 10ª vitória consecutiva. Ele sabia que se voltasse ao Outworld, seria assassinado por Shao Kahn, então planejou uma forma de estender sua permanência na Terra: aproxima-se do maléfico M. Bison, prometendo imensurável poder caso aceite os lutadores do último kombate na competição do Street Fighter. Para manter Bison sob vigia, ele oferece Goro e Kano como guarda-costas — o bandido da Black Dragon jurou-lhe lealdade para ser poupado em MK, mas está disposto a fazer seu próprio caminho, traindo a todos, sem saber que o novo torneio é só um embuste.

Bison, que planejava apenas reerguer a Shadaloo, destruída após os eventos de Street Fighter Zero 3, se enche de cobiça pela nova possibilidade. Tsung e Bison então convocam um novo torneio no Reino da Terra, seguindo as regras do Street Fighter: uma luta no país de cada competidor, sem assassinatos.

Nota: excelente pixel art do Liu Kang autoria desse cara aqui.

Turtletoads

Crossover de Battletoads com Turtles

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Plataforma: SNES, Mega Drive.

Motivo: beat'em up com animais falantes e cheios de gracinhas é praticamente a base das duas séries. Quando saiu Battletoads vs Double Dragon, o crossover pareceu bizarro porque são estilos um tanto distintos. Já a união com Turtles seria perfeita. Tim e Chris Stamper, fundadores da Rare, criaram os sapos galáticos como resposta a Turtles, que era febre no início da década.

Possível? De jeito nenhum. Turtles foi a inspiração de Battletoads, que nasceu para tentar rivalizar.

Trama: ilhada no planeta Ragnarok depois de sua última derrota para os sapos, a Dark Queen espreita o universo em busca de um novo refúgio, longe da vigilância da Corporação Galática. Com ajuda do cientista Dr. X, ela abre caminho para os confins da Via Láctea, encontrando a Terra, que passa a espionar através de ondas de rádio. Numa das transmissões, ela ouve sobre a Life Transformer Gun, arma capaz de transformar mutantes em humanos. O Dr. X supõe que a tecnologia pode ser revertida, para transformar humanos em mutantes, e assim decidem fugir para o Sistema Solar, para roubar a arma que está sob posse do Mestre Splinter após os eventos do game do NES.

A corporação avisa o Professor T. Bird sobre a fuga de Dark Queen, que por sua vez avisa aos Battletoads — Rash, Zitz e Pimple, que também partem para a Terra a bordo da nave Vulture. Eles chegam tarde demais, quando Dark Queen (com ajuda de Shredder) apoderou-se da arma e a modificou, transformando April em felina. Os sapos juntam forças com Raphael, Donatello, Michaelangelo e Leonardo para resgatar a pistola que pode criar um exército de mutantes para Dark Queen.

Final Phantasy

Crossover de Final Fantasy com Phantasy Star

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Plataforma: Master System, NES.

Motivo: são os RPGs mais reconhecidos dos 8-bit, com tramas épicas, castelos flutuantes e grandes vilões disfarçados como ameaça menor (Garland e Lassic, depois Chaos e Dark Force).

Possível? Só se uma equipe de roteiristas conseguissem destrinchar as complicações dos enredos de FF e PS, que incluem viagens no tempo para bagunçar tudo. Sem falar que a Square era parceira da Nintendo, inviabilizando algo do gênero com a Sega.

Trama: ao derrotar Chaos, os Light Warriors são iludidos pela ideia de que o destruíram, mas na verdade ele foi de novo atirado numa espiral de espaço-tempo que o leva ao sistema Algol, na galáxia de Andrômeda. O sistema composto por três planetas é perturbado por uma poderosa força maligna que retorna a cada 1000 anos, com sua chegada recente coincidindo com a de Chaos. Preso nessa dimensão estranha, ele não sabe como voltar a seu universo, e chega a conclusão que talvez destruindo seu atual "lar" ele seja novamente lançado no espaço-tempo...

Confesso que tive dificuldade em bolar uma trama bem costurada aqui. A linha do tempo de Phantasy Star é um caos, com Dark Force viajando no tempo, reaparecendo, viajando em nave, etc. Teria que ser cuidadosamente escrito, com muita pesquisa de eventos.

Golden Beast

Crossover de Golden Axe com Altered Beast

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Plataforma: arcade, Mega Drive.

Motivo: ambos da mesma empresa, com jogabilidade e ambientes similares, vilões, invocações, etc. E nem sou o primeiro a ter a ideia, já que a Sega Australia cogitou a mistura anos atrás, sendo vetada pela Sega.

Possível? Totalmente, eles quase se encaixam naturalmente. Basta a Sega querer.

Trama: após ficar preso no Dis por séculos por sequestrar Atena, filha de Zeus, Neff escapa para os mundos superiores ao ser invocado pelo poderoso feitiço de um membro decaído da Golden Guild. O grupo liderado por [sei lá, invente um nome pro fulano maligno aqui] guarda os ancestrais artefatos Golden Axe e Golden Armor (Golden Axe II) há séculos, e o fulano planejava trazer dos mortos seu mais conhecido possuidor, Death Adder, cujas histórias de destruição nas mãos de três guerreiros atravessaram gerações. Neff reanima os restos mortais de Adder, convertendo-se num zumbi que de posse do machado, chacina os demais membros da Golden Guild, estando sob domínio mágico do Fulano Maligno (por sua vez, em pacto com Neff).

A fuga de Neff desperta a ira de Zeus, que para combatê-lo, ressuscita ("raise from your graves, vagabundos!") os três antigos guerreiros — Ax Battler, Tyris Flare e Gillius Thunderhead, além do centurião que volta à Terra de sua morada celestial. Cada um se transmuta numa fera específica, com características de animais selvagens conforme coletam "power ups!": Ax vira dragão, Gillius urso, Tyris tigresa, e o centurião lobo. Eles enfrentarão as criaturas invocadas pela Guild e Neff, que se espalharam trazendo o terror à terra de Yula.

Pô, Sega! Me contratem aí!

Alex Kidd in Mario World

Crossover de Alex Kidd com Super Mario Bros.

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Plataforma: Master System, NES.

Motivo: Alex Kidd é o verdadeiro Mario da Sega: gordinho ridículo que faz coisas inacreditáveis. Enquanto um entra por canos e quebra blocos com a cabeça para salvar o Reino do Cogumelo, o moleque as quebra com socos e joga Jankenpon para salvar reino de Radactian. Praticamente irmãos de criação.

Possível? Claro, numa dimensão alternativa. A Nintendo era mais ciumenta com a franquia Mario do que pai com moça bonita (apesar de deixar a Philips dar uma "bagunçada" nela). Hoje em dia a história é outra: Sega e Nintendo são amiguinhos, não vejo grandes empecilhos.

Trama: após derrotar Janken e ser nomeado protetor do Reino de Radactian, Alex procura por toda parte por pistas do seu pai, o Rei Thunder, que desapareceu antes da ascensão do antigo inimigo. Ele vai até os confins da Terra, e as pistas o levam a o Reino do Cogumelo. Lá é recebido pela Princesa Peach e apresentado aos irmão Mario e Luigi, que prometem ajudá-lo.

Durante a estada de Alex, porém, o castelo é atacado e a princesa sequestrada pela milionésima vez. Vários guardas são transformados em pedra, e outros juram que Bowser estava acompanhado por um sujeito que em vez de lutar, forçava os inimigos a jogar Jankenpon: é Jarius, irmão de Janken que prometeu vingar-se de Alex buscando ajuda de Bowser para retomar Radactian, em troca de ensinar-lhe a técnica de transformar inimigos em pedra. As pistas do Rei Thunder foram plantadas por Jarius para atrair Alex ao Reino do Cogumelo — o Rei já partiu para Paperock, onde é o novo soberano.

Tomb Evil

Crossover de Tomb Raider com Resident Evil

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Montagem totalmente excelente...

Plataforma: Saturn, PSX.

Motivo: os dois foram grandes sucessos no começo dos 32-bit, uma união das tramas seria tão impossível quanto sensacional.

Possível? Muito improvável, já que havia competição naquele início de geração para fixar nomes e criar novas franquias vendedoras; não era boa hora para misturas, e nenhum deles tinha status de clássico ainda.

Trama: Lara Croft é apresentada ao Dr. Mick Jagger (estava escutando aqui e resolvi usar), supostamente professor e pesquisador de uma faculdade do oeste africano. Ele pede ajuda na localização de um artefato místico, conhecido pelos locais como "A Pedra do Sol", segundo inscrições localizadas em escavações nas imediações de Kijuju — mesmo local onde a Umbrella Corporation localizou uma rara espécie de flor chamada "Escadaria para o Sol" pelas tribos locais.

Supõe-se pelas inscrições que a tal Pedra tenha ligação com a composição do solo e o surgimento das flores. Lara aceita desde que a Pedra seja levada por 10 anos para pesquisas nos EUA, e Dr. Jagger fica satisfeito 😀. Mas logo ao chegar à África, ela será confrontada por um grupo de abominações na cidade vizinha de Kibitz. Tentando abrir caminho até o local apontado pela inscrição como descanso da pedra mística, ela enfrenta perigos como seres transmutados pelo vírus na planta e funcionários da Umbrella, que querem o artefato antes dela.

Nintendo vs Sega Kart Racing

Crossover de Mario Kart com Sonic R

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Plataforma: arcade, SNES, Mega Drive.

Motivo: a Sega demorou pra fazer um game de corrida decente com personagens da série Sonic, Sonic R não é lá essas coisas. Uma pena, porque já depois de Sonic & Knuckles, dava perfeitamente pra pegar 8 personagens e montar um bom grid, como fazia a Nintendo.

Possível? Na época não, mas hoje algumas boas almas já deviam ter feito ao menos um hack assim. É um dever histórico, eu diria. Por que esse jogo ainda não existe?

Trama: Robotnik, cansado de ter seus planos frustrados por Sonic, decide partir para outra abordagem: ele promove um campeonato de corredores motorizados, falsamente idealizado por uma companhia de fachada, a Machine Corporation. O prêmio ao campeão será a esmeralda rubi do caos, a última desaparecida desde os eventos de Sonic 2. Seu plano real é encontrar as outras esmeraldas e ganhá-las através da competição, mesmo que precise sabotar os inimigos.

Após a explosão de Death Egg, elas se espalharam por toda parte, indo parar até no Reino do Cogumelo. Bowser aproxima-se de Robotnik propondo parceria na competição, já que com duas esmeraldas seu carro será mais poderoso. As cinco esmeraldas restantes estão sob posse de Sonic, Mario, Peach, Knuckles e Amy Rose. Como são a base do funcionamento dos carros, atribuindo vantagens temporárias turbos e invencibilidade temporária, elas são compartilhadas entre os pilotos de cada escuderia:

Sonic Team: Sonic, Tails, Jet e Silver.
Amy Team: Amy, Cream, Big the Cat e Cheese.
Mario Team: Mario, Luigi, Yoshi e Toad.
Peach Team: Peach, Pauline, Daisy e Birdo.
Bowsertnik Team: Bowser, Robotnik, Shadow e Wario.
Knuckles Team: Knuckles, Mighty, Espio e Vector.

Como seria o compartilhamento do poder das esmeraldas? Não bolei isso, aceito sugestões. Poderia ter inúmeros personagens secretos e modificações para os carros.

Metroid Man

Crossover de Metroid com Mega Man

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Plataforma: NES.

Motivo: ainda que um seja meio robô e outro apenas vista uma armadura, Mega Man e Samus tem semelhanças, como agilidade e tiros com um canhão manual. Provavelmente o mundo de Metroid teria que se adaptar ao de Mega Man.

Possível? Como a Capcom era parceira frequente da Nintendo (demorou pra caramba pra soltar um Mega Man pra Mega Drive), seria possível, embora improvável.

Trama: uma nave de Space Pirates é destruída, espalhando material genético de vários Metroids que estavam à bordo num laboratório. Ele se junta a corpos no espaço e cai décadas depois no planeta Terra, sendo encontrado por cientistas do laboratório do Dr. Wily. Ele usa aquilo para iniciar um novo projeto, o Metro Man, que além de características similares a Mega Man, também pode drenar a energia dos rivais.

Uma força da Federação Galáctica envia sondas para a região tentando coletar todo o material, mas percebe que ele se espalhou. Só quando a possibilidade matemática do asteroide ter levado os genes na direção do Sistema Solar é confirmada, eles decidem enviar uma agente para averiguar possíveis danos. Claro que é Samus Aran, colocada em criogenia durante a longa viagem.

Ela leva uma poderosa fonte de energia consigo, capaz de criar um wormhole para viajar de volta no espaço-tempo, compensando a longa viagem de ida, mas Samus terá que fazer uma escolha: usar a energia para destruir Metro Man, ou contar com a ajuda de Mega Man para manter a energia necessária para voltar para casa.

Ghosts 'n Castlevania

Crossover de Ghouls 'n Ghosts com Castlevania

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Plataforma: arcade, SNES, Mega Drive.

Motivo: com monstros, fantasmas e afins como inimigos em comum, seria viável unir cavaleiro com caçador vampiros.

Possível: até onde se saiba não havia problema entre Capcom e Konami, então acho seguro dizer que seria praticável. O problema estaria em adaptar a jogabilidade.

Trama: na Romênia do início do século XX, um culto é formado em adoração à figura de Drácula, que deveria ressurgir 100 anos após sua aparição mais recente, não tivesse sido destruído pela última geração conhecida dos Belmont. Para reinvocá-lo, eles fazem um pacto com o demônio Loki, adormecido desde a Idade Média. Loki revive Drácula com mais poder do que nunca.

O jogo tem dois personagens controláveis: Arthur XIV (descendente do antigo cavaleiro de G 'n G) e Sofia Belmont, também descendente da família de caçadores de vampiros iniciada com Simon. Sofia tem pesadelos com o mundo dominado pelas criaturas das trevas, e neles, Simon diz que ela deve procurar Arthur — guerreiro corajoso e idealista, mas um tanto trapalhão. Com temática steampunk, cenários sombrios, uma heroína determinada e o herói que fica de cueca ao perder a armadura, seria demais.

ToeJam, Earl and PaRappa - The Contest

Crossover de Toe Jam & Earl com PaRappa the Rapper

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Plataforma: PlayStation 2, Dreamcast.

Motivo: eles têm traços similares, como disputas musicais, personagens cômicos e muitas cores. Basta encaixar um enredo que coloque os aliens no caminho das criaturas e já está quase pronto. Claro que pela diferença de gerações, o Mega Drive dançaria e o jogo iria para máquinas posteriores. Quem sabe feito em cel shading na sexta geração...

Possível? Considerando o ótimo relacionamento entre Sega e Sony (pelo menos antes do PlayStation), daria negócio.

Trama: para impressionar Sunny Funny, Joe Chin organiza "o maior concurso de rap e hip-hop do universo", usando todos os seus recursos para atrair competidores de todos os cantos do mundo — e também de fora dele. Lamont the Funkapotomus, a fonte do funk de Funkotron, resolve partir sozinho para a Terra para expandir os domínios do funk e pacificar os insanos earthlings, mas é capturado por Joe Chin, que o vê como ameaça.

Toe Jam & Earl são obrigados a voltar à Terra para enfrentar Chin em seu torneio, onde PaRappa a princípio os trata como ameaças alienígenas. Mas quando descobre a verdade sobre o sequestro de Lamont, eles se unem para vencer o torneio e colocar as coisas no lugar.

Foram sinopses rápidas que bolei pra cada crossover. Imagine se lá no passado as empresas valorizassem tais cruzamentos com mais frequência, o tamanho das produções que surgiriam do choque de universos. Pena que só após jogos como Street vs X-Men e mais tarde, a aproximação de Sega e Nintendo em jogos de esporte, os caras entenderam que havia mercado.

Mas nunca diga nunca. Quem sabe algum representante dos estúdios lê esse artigo e compra a ideia? Modéstia à parte, tem uns aí que são obrigatórios...

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5 COMENTÁRIOS

  1. Eternal Champions era um jogo bem legal, não me lembro do enredo , mas Além do Killer Instinct, acho que é um dos poucos jogo que poderia fazer um crossover com Mortal Kombat, sem que eles perdessem sua essência.

    • Verdade, KI e MK tem um ambiente similar, quase prontos pro crossover. Eternal Champions ia numa linha um pouco menos próxima, mas também com "fatalities" e muito sangue.

  2. A maioria das ideias é muito boa, principalmente o "Final Rage", se desse certo, a trupe do Axel até poderia fazer uma pontinha em Street Fighter. Mas confesso que detestaria ver uma fusão de universos entre Golden Axe e Altered Beast. Um é uma fantasia, tipo "Willow na terra da magia" (hehe) e o outro é mitologia grega tipo "A Odisseia". Acho (eu, pessoa física) que não tem nada a ver.

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