As melhores trilogias do NES – parte 1: Double Dragon e Castlevania

As trincas de games mais legais do NES (segundo esse que vos escreve).

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Jovens, essa postagem vai ser grande. Impossível explorar um assunto legal como esse falando pouco. Tem muito conteúdo pra ser visto: fotos, vídeos, curiosidades... Por isso, dividi a postagem em partes, para não ficar tão maçante. Para explicar melhor, postarei apenas séries do NES que tenham exatos 3 jogos no console. Por isso, Mega Man por exemplo, é uma série que ficou de fora (a Capcom fez 6 jogos do robozinho no NES).

Lembrando que essa lista não está em ordem nenhuma! Ah não, tá sim: tá na ordem que eu fui lembrando dos jogos 😆. Sendo assim, acomode-se na cadeira e vamos ver se seu jogo de Nintendinho favorito estará aqui. Opção é o que não vai faltar!

Vamos à primeira parte da lista!

Trilogia Double Dragon

Telas de abertura da série
Telas de abertura da série Double Dragon

Double Dragon

A série Double Dragon foi criada pela Technos Japan, e teve a primeira versão lançada em 1987 para arcades. Sua conversão para o NES foi lançada em 1988.

Double Dragon é um beat'em up clássico. Mostra as aventuras de Billy (que veste azul) e Jimmy Lee (que veste vermelho), praticantes da arte marcial fictícia Sosetsuken. Eles descem a porrada pra valer para resgatar das mãos da gangue Black Warriors o grande amor de suas vidas: Marian.

Abobo: um clássico de Double Dragon

A versão de NES tem algumas diferenças em relação a de arcade. Por exemplo:

  • no Nintendinho, o jogo não é cooperativo e Jimmy é o chefão (!!!);
  • level design é beeem diferente do fliperama;
  • devido a limitações técnicas, não aparecem mais de 2 inimigos por tela no console 8-bits
  • e etc, etc.

Todos esses detalhes ficam pra um futuro review. Podem me cobrar!

Ah, não podia esquecer de comentar sobre a sensacional e clááássica música de abertura. É uma das mais sensacionais da história dos videogames, confere aqui! Aliás, se jogarem esse jogo, notem que TODA a trilha sonora é espetacular. Vale a pena mesmo.

Double Dragon II

Billy e Jimmy em modo cooperativo

O segundo da série foi Double Dragon II: The Revenge e saiu para arcades em 1988. A versão caseira saiu em 1989 no Japão e em 1990 nos EUA.

O jogo mantém a pegada do primeiro: Billy e Jimmy andando e batendo em inimigos que chovem aos montes pela tela — dois de cada vez, claro. O objetivo do jogo é vingar Marianque foi morta pelos Black Warriors.

Não foi sequestrada nem raptada, apagaram a moça mesmo! Não se fazem mais vilões como antigamente...

Pra variar, a versão do NES tem várias diferenças da versão original. São mais fases (5 a mais que nos fliperamas), estágios totalmente diferentes e um final inédito também. Uma coisa bacana de DDII é que, passando de fase, vão aparecendo algumas cenas que deixam o jogador por dentro do enredo do game.

Ah, sim: dessa vez, o jogo possui modo cooperativo! Os amiguinhos piram!

Double Dragon III

E pra fechar a trilogia, Double Dragon III: The Rosetta Stone saiu em 1990 para arcade e em 1991 para o NES. Foi o último game da saga dos irmãos Lee no console da Nintendo.

O enredo conta que, voltando de um treinamento, Billy e Jimmy trombam com uma cartomante chamada Hiruko. A mesma pede para que eles vão atrás das lendárias Rosetta Stones que estão espalhadas pelo mundo e também que enfrentem um misterioso e poderoso adversário no Egito.

O Chin é bom, mas o Ranzou... Pelo amor dos Ramones...
O Chin é bom, mas o Ranzou... Pelo amor dos Ramones...

Meio sem pé nem cabeça, né? Eu teria deixado a velhota falando sozinha. Na hora de passar o enredo pra versão americana do Nintendinho, os produtores mudaram e colocaram o desaparecimento de Marian (aah, jura que foi ela que sumiu?) como motivo para os irmãos Lee ajudarem Hiruko.

Ao progredir no jogo, Billy e Jimmy recebem a ajuda de Chin Seimei, um mestre chinês de Kung-Fu, e de Yagyu Ranzou, um ninja japonês (será que existem ninjas de outra nacionalidade?).

Comparado com os outros dois jogos da série para NES, DDIII possui gráficos melhor produzidos e uma dificuldade um pouco mais elevada. Já em comparação com a versão para arcade, além da mudança de enredo, você pode alternar entre os quatro personagens durante o game inteiro. Além disso, cada um dos seus lutadores possui uma arma que pode ser utilizada de maneira limitada.

Para o autor desse post, o Double Dragon mais agradável (e que mais joguei também) é o III, o mais divertido e desafiador... Mas após zerar o jogo umas três vezes, você passa a achá-lo um pouco mais simples, mas ainda assim muito divertido, muito MESMO, ainda mais jogando com um amigo!

A série Double Dragon fez tanto sucesso que ganhou continuações e versões para outros consoles. Virou história em quadrinho, desenho animado e até filme! Lembro que eu pirava no filme quando moleque. Preciso assistir novamente, deve ser horroroso...

Se ficou interessado em saber mais sobre a trilogia dos irmãos Lee no NES, dê uma olhada nos vídeos abaixo. Se conseguiram te convencer, não perca mais tempo e jogue os três jogos ONTEM! Recomendo!

Gameplay Double Dragon

Gameplay Double Dragon II: The Revenge

Gameplay Double Dragon III: The Rosetta Stones

Trilogia Castlevania

As aberturas da trilogia Castlevania no NES.
As aberturas da trilogia Castlevania no NES

Castlevania

Criada em 1986 pela Konami, a série Castlevania (Akumajo Dracula no Japão) deu seu primeiro passo no Famicom Disk System. No ano seguinte, teve sua versão para cartucho, que desembarcou em terras ocidentais através do Nintendinho e causou ótima impressão.

A série conta a história do lendário clã Belmont, uma família de caçadores de vampiros em sua interminável luta contra o Drácula. O Conde ressuscita de 100 em 100 anos para tacar o terror e tentar dominar o mundo.

Simon se preparando para sentar o chicote na galera
Simon se preparando para sentar o chicote na galera

Como dito aí em cima, Castlevania foi lançado nos EUA em 1987, para o NES. Nesse game, você é Simon Belmont que, sabendo do histórico de sua família, vai ao encontro com Drácula, que despertou depois de 100 anos.

É um jogo de plataforma clássico, onde precisão e timing são elementos muito importantes na jogabilidade. Possui 6 estágios que retratam partes do castelo de Drácula, onde Simon enfrenta inimigos como medusas, múmias, Frankensteins... Personagens típicos de filmes / livros de terror.

Para vencê-los, nosso protagonista utiliza o chicote Vampire Hunter (Caçador de Vampiros, em português) e armas de apoio como facas, machados, um relógio que paralisa o tempo, água benta e mais algumas que estou com preguiça de citar aqui dificuldade de lembrar agora. Para utilizar essas outras armas, Simon precisa coletar hearts, que são gastos na medida que se empregam tais armas secundárias.

Sucesso de crítica, vendas e entre os gamers, Castlevania é presença certa nas listas de games mais importantes da história, pois definiu conceitos e foi modelo para muitos outros jogos.

Castlevania II: Simon's Quest

A noite as coisas complicam e os inimigos se tornam mais fortes
A noite as coisas complicam e os inimigos se tornam mais fortes

A segunda aventura da série foi Castlevania II: Simon's Quest, lançada em 1988 para o Famicom Disk System. Nos EUA, saiu para o NES no ano seguinte.

Castlevania II se passa sete anos após o primeiro jogo, e mostra Simon na batalha para se curar de uma maldição que Drácula fez contra ele ao ser derrotado no fim do primeiro game. Para se livrar da maldição, nosso herói precisa ressuscitar e derrotar Drácula novamente. E para isso, terá que encontrar as cinco partes do corpo do vampiro que estão espalhadas sabe deus onde e trazê-las para as ruínas do castelo do dentuço.

Em comparação com Castlevania I, Simon's Quest tem algumas diferenças; tem elementos de RPG como um sistema de experiência que aumenta na medida que você coleta hearts, compra e venda de itens, conversar com pessoas para coletar informações... O jogo não é linear: ele possui um grande cenário com cidades, cemitérios, dungeons que podem ser explorados livremente, sem ordem a ser seguida.

Castlevania II também possui um sistema de "tempo", onde anoitece e amanhece de acordo com o tempo corrido no jogo. Esse sistema influencia o game num todo: de dia os inimigos tem menos força e você encontra pessoas na cidade para pedir informações, comprar itens, etc. Já de noite, inimigos aparecem com mais frequência e são mais fortes; nas cidades, zumbis aparecem no lugar das pessoas.

Assim como a primeira versão, Castlevania II foi um sucesso. O jogo teve muitos pontos positivos por melhorar o que já era bom; seus gráficos e sons tiveram um upgrade significativo em relação à abertura da série. A jogabilidade continuou sendo muito elogiada também (possui mais de um final). Castlevania II foi considerado um dos melhores jogos de 1989.

Apesar de boa parte da imprensa considerar o jogo "absolutamente incrível", Simon's Quest possui alguns pontos fracos, em especial na versão ocidental. Por causa de sua porca tradução — normal para a época — do japonês para o inglês, muitas informações de non-player characters (os famosos NPC) e puzzles ficavam sem sentido e muito difíceis de serem resolvidos.

Castlevania II: Simon's Quest é um dos games mais importantes e lembrados da série. Prova disso é sua clara influência em jogos que vieram anos depois, como Castlevania: Symphony of the Night (Playstation, Sega Saturn) e Castlevania: Harmony of Dissonance (Game Boy Advance).

Castlevania III: Dracula's Curse

Depois dos elementos de RPG de Castlevania II, seu sucessor voltou as origens. Castlevania III: Dracula's Curse foi lançado em 1989 no Japão e 1990 nos States; um excelente jogo de plataforma, que honra o que a série tem de melhor. Fechou com chave de ouro a trilogia da família Belmont no NES.

Dracula's Curse se passa 215 anos antes dos eventos de seus antecessores. Dessa vez quem vai pra porrada contra o vampirão é Trevor Belmont, antepassado de Simon.

Dracula's Curse possui um dos melhores gráficos que o NES já viu
Dracula's Curse possui um dos melhores gráficos que o NES já viu

Castlevania III explora os limites do 8-bit da Nintendo. Seus gráficos são os mais bonitos da série — e um dos melhores de todo o NES também — e possui trilha sonora marcante. Como citado antes, a terceira parte de Castlevania é um game de plataforma com fases. Assim como Simon na primeira versão, Trevor também utiliza um chicote e as famosas armas secundárias para lutar com os inimigos.

Mas engana-se quem pensa que não houve novidades... Pra começar: o jogo não é linear, ele te dá a opção de escolher para onde progredir. Após passar de estágios, você pode optar por seguir entre dois caminhos, que levam a diferentes fases. Isso faz a gente querer jogar várias vezes, só para ver todas os 15 estágios.

Mas sem dúvidas, o mais legal de Castlevania III é a possibilidade de jogar com três personagens além de Trevor. Ajudam nosso protagonista nessa missão:

  • o ágil pirata Grant Danasty, capaz de escalar paredes e mudar a direção de seu salto ainda no ar (acredite: nessa época, era uma habilidade rara);
  • Sypha Belnades, uma jovem sacerdotisa que utiliza magia para atacar, podendo queimar ou congelar seus inimigos;
  • por último, Alucard (sim, o próprio!), filho do Drácula que é contra os ideais e princípios maléficos do pai, e possui o poder de se transformar em morcego e voar pelas fases (claro que é apenas enquanto você tiver hearts pra queimar).

Como não poderia deixar de ser, Dracula's Curse possui mais de um final, o que aumenta muito o replay do game. Considerado por muitos fãs como o melhor da trilogia, Castlevania III também foi grande sucesso na época de seu lançamento, e é figura fácil nas listas de melhores jogos do NES. Aliás, que jogo da trilogia não foi sucesso, não é mesmo?

Além de nos apresentar Alucard, o game trouxe elementos que são usados na série até hoje, e ainda é inspiração para os atuais títulos da série Castlevania. Pra ver como esse jogo foi — e ainda é — importante, uma série de animação foi produzida, com quatro episódios inspirados em Dracula's Curse e exibidos pela Netflix.

Para falar a verdade, não joguei muito a trilogia Castlevania quando moleque... Talvez pelo fato dos jogos terem dificuldade elevada, ou por não ter paciência. Muito também por não ter nenhum conhecido com os cartuchos para emprestar, e eles sempre estarem alugados nas locadoras. Lembro que porcamente passava umas três fases e isso me irritava profundamente. Odeio ver telas de game over. Só fui jogar com mais atenção depois de mais velho, e tenho Dracula's Curse como versão favorita (esse lance de poder usar mais de um personagem é sensacional).

Também não dá pra negar a importância de Castlevania para o universo dos games. Tanto é que a série existe até hoje, e os jogos do Nintendinho são inspiração e base para vários dos capítulos atuais.

Ah, vale lembrar que os jogos da trilogia possuem trilhas sonoras lançadas! Tô falando que as músicas dessa série são boas! Joguem o jogo (ÓBViO!) e ouçam tudo com atenção!

Gameplay Castlevania

 

Gameplay Castlevania II: Simon's Quest

Gameplay Castlevania III: Dracula's Curse

👍

Por enquanto é isso!

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