Review Eco Fighters (arcade): ótimo shooter com temática ecológica

Shooter com mecânica fora do padrão, gráficos bonitos e missão nobre: educar a molecada sobre ecologia. Será que deu certo? Pelo menos o game, sim.

0
404

Além dos seus tradicionais jogos de luta, a Capcom produziu muita coisa, e para agradar o pessoal dos arcades, tinha que ter bons shooters na coleção. Entre eles está o Eco Fighters (ou Ultimate Ecology, no Japão), lançado no final de 1993 para a placa CPS-2.

Como sugere o nome, a luta é com temática ecológica, numa trama simples que teria surgido a partir de um concurso aberto ao público: dois irmãos, Ice P. Moly e Neneh Moly, pilotam naves sob comando do Dr. Moly, um típico cientista de super QI que lembra o Dr. Willy do Mega Man, mas é bonzinho. Ele passa as missões a cada estágio: basicamente, vencer as ameaças lançadas por uma tal Goyolk K.K., corporação comandada por Kernel Goyolk, que está transformando a Terra num lixão, poluindo geral. Suas naves vão destruindo as geringonças que ele usa pra poluir o planeta.

Um game com missão nobre, mas será que o conjunto vale ser jogado? Acho que sim.

Eco Fighters tela título

Como todo bom shooter, EF tem dificuldade crescente e a coisa fica bem feia em certas partes, mas nada que veteranos de R-Type, por exemplo, achem impossível.

Sua nave tem 4 tipos de arma:

  • Energy Ball: o tiro padrão, lembra uma bola de fogo.
  • Hammer: sua nave ganha uma mega-bola que parece aquelas de demolição, além de acertar à distância com um kit de bolas, atirar bolas denteadas e servir para proteger a nave.
  • Laser Sword: um possante canhão laser que você nem precisa apertar o botão de tiro pra acionar: ele vai destruindo tudo que toca. Só é ruim porque te obriga a chegar perto dos inimigos.
  • Wheel: uma roda denteada que lembra uma serra giratória, serve também para combate em curta distância e protege a nave. Também atira em várias direções e se carregada, solta um grande tiro teleguiado. A mais útil de todas, na maioria dos casos.

O controle é bom e diferente: você atira normalmente com um botão, mas usa outros dois para rotacionar seu canhão, então pode atirar em todas as direções sem mudar a nave de rumo. Claro que não tem almoço grátis: inimigos também vêm de todos os lados e podem te surpreender se costuma ficar no canto da tela.

Como também é tradicional em shooters, você pode carregar os disparos de algumas armas para soltar um disparo maior e mais letal, e coletar power-ups.

Eco Fighters chefe de fase
O que aqueles pintinhos estão fazendo no canto direito? Sei lá eu...

A maioria do tempo é scroll horizontal, entremeado por transições dentro da fase na horizontal, e chefes de fase. O jogo é relativamente curto, com 6 fases + um estágio final, além do chefe final em dose dupla. Em alguns pontos a tela vai ficar cheia de inimigos, mísseis teleguiados e disparos aleatórios tentando te acertar, por isso é preciso decorar padrões de movimentos até conseguir vencer com mais facilidade (o que eu não consegui, diga-se de passagem... shooter nunca foi meu gênero favorito).

Os gráficos são muito bonitos. O desenvolvido ficou por conta da mesma equipe de Mega Man: The Power Battle, o que já denuncia um pouco da inspiração de onde vieram os designs dos enormes robôs. Uma porrada de máquinas, tartarugas e tubarões robóticos são vilões, dando um toque meio Dr. Willy às criações de Goyolk - ele lembra um mix de Dr. Willy com o Robotinik, do Sonic, usando suas criações sem dó sobre a natureza, para dar um up nele mesmo, e até com uma construção espacial a la Death Egg.

Os cenários mostram belos céus cheios de nuvens e astros, o fundo do mar, cordilheiras, usinas e o espaço, sempre muito coloridos. Além de efeitos de transparência, há muita movimentação de detalhes de fundo, sprites com desfoque simulando distância, uma leve distorção no fundo do mar, raios e chamas bem desenhados, inimigos do tamanho e até maiores que a tela.

A tela de continue é engraçadinha: o piloto vê uma garota na praia e "decide" não cair com a nave.

Eco Fighters tela de continue

O som é mediano, não tem nenhuma música brilhante e os efeitos são o feijão-com-arroz, eficientes e fim.

Conclusão

A técnica de mover o canhão é um diferencial que pode agradar ou mostrar-se complicado, e não espere nada muito diferente do tradicional cenário caótico de telas coalhadas de tiros e inimigos nas fases mais avançadas. Quem se mete com shmups já sabe como funciona.

Mesmo que você não tenha nenhum saudosismo de Eco Fighters e nunca tenha gasto um centavo jogando ele nos arcades, vale a pena ao menos ser conhecido. Com gráficos bonitos e boa ação, eu diria que é um tanto subestimado.

Gráficos: 9.00
Efeitos Sonoros: 6.00
Música: 6.00
Jogabilidade: 8.00
Controles: 8.00
Criatividade: 7.00
Enredo: 6.00
Carisma: 5.00
Artigo anteriorO melhor do “engrish” nos games
Próximo artigoTop 20 mulheres protagonistas em games
Se não tiver conta no Memória BIT, será criada uma. Nada será publicado em seu perfil.
Se já tem conta no MBIT, faça login nela e vincule-a ao Facebook.

SEM COMENTÁRIOS

X
Todos os comentários passam por moderação antes de publicados. Se o seu for aprovado, vai aparecer em breve!

DEIXE UMA RESPOSTA