Review Gekitotsu Dangan Battle Mobile (SNES): revival de Spy Hunter?

Com um enredo à la Mad Max, jogo revisita o estilo bem sucedido do clássico de NES.

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Este é um de vários reviews que pretendo fazer sobre jogos que infelizmente (ou dependendo do caso, felizmente) não foram lançados no ocidente. Há muitos títulos interessantes lançados para Super Famicom, Sega Saturn e outros sistemas, que não tivemos a oportunidade de conhecer.

Neste review, mostro o não tão conhecido Gekitotsu Dangan Jidōsha Kessen: Battle Mobile, jogo no estilo de Spy Hunter que deu as caras no Super Famicom em 1993.

Enredo

O ano é 2029. Um rapaz e sua esposa celebram lua-de-mel em uma área rural (o lugar não é mencionado). Inesperadamente, um grupo de bandidos de estrada persegue o casal e matam a jovem esposa. Um ano depois do acontecido, o rapaz que sobreviveu ao ataque inicia uma busca por vingança, a bordo de seu esportivo vermelho.

Battle Mobile Jidōsha

O jogo segue o mesmo estilo visto em Spy Hunter, no NES, porém com algumas diferenças. Aqui, não é possível atirar contra os inimigos em terra, apenas contra helicópteros. Os carros deveram ser destruídos ao jogar o seu automóvel contra eles, os tirando da estrada. Assim como no título de NES e Arcade, é necessário desviar dos tiros inimigos e outras adversidades, como rochas que caem das montanhas ou barris na estrada.

Em Battle Mobile, todos na estrada são seus inimigos, então não é necessário se preocupar em acertar o carro certo.

Battle Mobile Jidōsha
Para jogar os inimigos fora da estrada não basta fechá-los, é preciso lançar seu carros sobre eles, o que é feito ao pressionar o botão B do controle. O botão A lhe dá uma imunidade temporária, que pode ser liberada novamente através de um item que aparece durante o jogo. Os misseis, disparados com o botão Y não ilimitados, mas só atingem helicópteros (o que é uma pena). A energia também pode ser restaurada por itens durante o jogo.

Gráficos

Os gráficos são bons, mas nada muito além disso. Obviamente, bem melhores que Spy Hunter, mas por se tratar de um jogo lançado no 3º ano de vida do Super Famicom, poderia ser um pouco melhor. Destaque para a apresentação, que é bem bacana.

Som / música

As músicas são bem legais, combinam com o estilo do jogo. Há playlists de sua trilha sonora no Youtube, vale uma conferida. Já os efeitos sonoros ficam na média, nada de espetaculares.

Jogabilidade, controles

Não há problemas de lentidão e os controles são bem simples. O jogo fica mais divertido se jogado a dois, pois em certos momentos o número de inimigos simultâneos é grande. Seu carro se movimenta apenas para frente e para os lados, sempre na mesma velocidade. Certos inimigos são difíceis de acertar, como o boss da segunda fase e é preciso ficar atento a avisos de rampas e bifurcações que aparecem no caminho, pois são muito rápidos. Os comandos não são configuráveis, mas é possível ajustar o nível de dificuldade e número de vidas.

Detalhe: você só consegue ver o final caso jogue no nível hard.

Conclusão

Battle Mobile Jidōsha

É um jogo divertido, principalmente se tiver mais alguém para te acompanhar na jogatina. Gráficos e sons razoáveis, mas com jogabilidade simples e nível de dificuldade que talvez lhe faça querer jogá-lo novamente.

Peca por não permitir uso de armas contra todos os inimigos, o que talvez pudesse tornar o jogo mais interessante. De qualquer forma, vale a pena gastar um tempinho, caso você ainda não o conheça.

Gráficos: 6.00
Efeitos Sonoros: 6.00
Música: 8.00
Jogabilidade: 8.00
Controles: 8.00
Criatividade: 6.00
Enredo: 6.00
Carisma: 6.00
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2 COMENTÁRIOS

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  1. Tem uma pegada bem de Mad Max mesmo, e apesar do enredo manjado, parece interessante.
    Mas curti foi a introdução, muito bacana, inclusive a música.

    • Lembra Mad Max mesmo, a história é bem parecida com um dos momentos do filme. Talvez tenha sido até uma inspiração para o jogo, já que no filme o Max não utiliza armas contra os motoqueiros, apenas o carro.

      A introdução é legal mesmo, foi o que me fez ter interesse no jogo... rsrsrs.

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