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Phantasy Star IV (Mega Drive)

RPG clássico da Sega, encerrou a trama iniciada com o primeiro game do Master System.

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Phantasy Star IV (no Japão Phantasy Star: The End of the Millennium), é um game do gênero RPG, lançado para o Mega Drive em 1993 no Japão, e 1995 nos Estados Unidos e Europa. É o quarto e último na linha “clássica” que conta a história do sistema estelar Algo, iniciada no Master System e concluída com três títulos no Mega Drive. Foi lançado mais tarde no Wii Virtual Console (2008), PlayStation 2 (como parte da Sega Genesis Ultimate Collection), Xbox 360, PSP e PlayStation 3 (Sonic’s Ultimate Genesis Collection), e Steam (2012).

O game manteve quase todos os elementos prévios da série, incluindo vários novos como ações combinadas e técnicas. Em relação à trama, foi continuação direta do segundo jogo, já que Phantasy Star III tem enredo diferente. Por isso, é visto como o final da linha original.

Desde o lançamento, Phantasy Star IV recebeu críticas quase todas positivas, sendo por fim considerado um dos maiores RPGs da história e o melhor do Mega Drive pela maioria da crítica especializada e fãs.

História e desenvolvimento

Lançado originalmente no Japão em 1993 num cartucho de 24 megabit, o jogo atrasou bastante até a completa tradução e lançamento nos Estados Unidos, o que só aconteceu em 1995. Com o subtítulo The End of the Millennium no Japão, o objetivo era descolar o game da sequência numérica, já que Phantasy Star III teve um enredo totalmente diferente dos demais.

Lançado no resto do mundo só como Phantasy Star IV, criou certa confusão em relação a continuidade de tramas. Apesar disso, todas as telas de título mostram “Phantasy Star: The End of the Millennium”. Do time de produção do terceiro game, apenas Izuho “Ippo” Takeuchi voltou, com membros das primeiras duas partes, como Rieko Kodama.

Rumores da época apontavam que a continuação da série aconteceria no Mega-CD com um game chamado Phantasy Star: The Return of Alis, sequência aos eventos de Phantasy Star III e tendo como base “o tráfico intergalático de escravos”, segundo matéria da GamePro de julho/1992. Teria no mínimo 240 megabit, labirintos 3D (no estilo do game original do Master System), muitas cenas intermediárias em vídeo e narrações. Mas as baixas do dispositivo de CD teriam levado o projeto ao cancelamento e ao desenvolvimento do título bem diferente lançado em cartucho.

Enredo

Phantasy Star IV se passa mil anos após os eventos de Phantasy Star II. Conta a história de Chaz Ashley, jovem caçador de recompensas que, junto aos amigos e aliados, deve salvar o sistema Algo da destruição.

O texto da introdução:

A longa, longa batalha de tempos ancestrais finalmente acabou…

O vitorioso sacrificou o derrotado para os céus. Quatro sinos dobraram. Quatro tochas foram acesas. E o mundo seguiu por milhares de anos…

O sistema solar Algol, em algum lugar do espaço… Certa vez uma brilhante civilização floresceu aqui. Os cidadãos devotaram-se às artes e ciência, e a vida era boa e próspera.

Então foram atingidos por uma série de desastres. O vasto sistema de gerenciamento, “Cérebro-Mãe”, foi destruído, tal como o primeiro planeta, Parma. Mais de 90% da população do sistema morreu, e o avanço tecnológico e cultural se perdeu.

A sociedade declinou numa espiral até que só grupos esparsos pudessem lembrar que tempos melhores já haviam existido.

Mil anos se passaram. Enfim a civilização se desenvolve por todo o sistema Algol. O povo está voltando a pensar na vida de forma mais fácil. Velhos conhecimentos estão sendo redescobertos.

Mas justo quando as coisas pareciam iluminadas, por uma fenda há muito fechada, um escuro e muito antigo mal se move…

O jogo começa no planeta Motavia, que passou por grandes mudanças climáticas desde Phantasy Star II. Após cataclismo chamado de “O Grande Colapso”, muito do antes rico ecossistema foi reduzido a deserto, e a vida gradualmente tornou-se difícil para os habitantes do planeta. Para piorar, houve o surgimento e aumento constante dos “biomonstros”, termo genérico que usam para designar estranhas e violentas aberrações da fauna e flora motaviana.

Manter essas criaturas sob controle é o trabalho dos caçadores de recompensa como Chaz, e durante investigações descobre-se a relação entre os monstros e a condição climática de Motavia. O planeta está em processo de retornar ao estado desértico de outrora, já que o clima e biosfera controlados por tecnologia nos últimos mil anos começam a falhar. As razões de tais falhas são esclarecidas conforme o jogo prossegue, sendo profundamente relacionadas ao enredo de Phantasy Star II.

Chaz e aliados inicialmente identificam Zio, o “Mago Negro”, como a fonte dos problemas, já que ele pretende a aniquilação não só de Motavia, mas de todo o sistema Algol, mas logo se deparam com uma ameaça maior, há muito tempo esquecida…

Jogabilidade

Phantasy Star IV é o típico RPG da era 16-bit, com todos os elementos da série, incluindo exploração de campos, interação com NPCs e combate baseado em turnos. Como nos jogos anteriores, personagens tem suas próprias estatísticas e equipamentos que determinam o desempenho, e podem aumentar os limites subindo de nível através de experiência – adquirida em combate.

Como personagens entram e saem do grupo com alguma frequência, o jogador deve decidir como ajustar a equipe para manter os melhores atributos de forma equilibrada – por exemplo, deixando um forte na espera para usar um curandeiro ao enfrentar chefes.

Uma das melhorias foram as técnicas combinadas, que somam 14 (segundo o manual, 15, mas essa outra jamais foi encontrada, provavelmente indicando erro do manual). Combinando técnicas de diferentes personagens, consegue-se um efeito novo como ataques que acertam monstros em grupo, ou muito poderosos.

Características

Gráficos

Tiveram a maior evolução dentro da série “clássica”, com muito mais elementos de fundo nas batalhas, grande variedades de monstros e cutscenes que remetem a animes. Caixas de diálogo dentro da ação também levam um avatar do personagem.

Os gráficos de PS IV continuam sendo lembrados como parte do melhor que já se fez nos 16-bit e especialmente no Mega Drive.

Trilha sonora

Phantasy Star collection IIA trilha composta por Izuho Numata (creditado como I. Takeuchi) e Masaki Nakagaki (assistente) é considerada uma das melhores – se não a melhor – do Mega Drive, fazendo excelente uso do áudio do console.

Parte foi lançada na compilação Phantasy Star Collection Sound II (catálogo RS-2, publicado por Rock-Za), em 1993 – incluindo 12 faixas sendo alguns remixes e medleys, com arranjos de Akira Sasaki, está fora de catálogo e é bem difícil de ser encontrado.

As faixas podem ser ouvidas no sound test do game após terminá-lo.

Recepção e legado

Phantasy Star IV é avaliado por fãs e crítica como um dos grandes RPGs dos 16-bit e um dos maiores games da história. Entre notas de reviews e votações, tem 87% em média do Game Rankings (quarto maior do Mega Drive), nota 9/10 do site IGN, 90% do RPG Fan, além de notas altas em revistas da época. Avaliações após o lançamento no Virtual Console também foram favoráveis, como o da Nintendo Life (9/10) (destacando a coesão da trilha sonora e os gráficos “entre os melhores dos 16-bit”) e de novo da IGN (9/10).

Como foi o último a seguir o enredo iniciado com o primeiro game do Master System, Phantasy Star IV é tido por fãs como o fim da saga original. Posteriores como Phantasy Star Online e Phantasy Star Universe não se relacionam diretamente com os eventos daqueles.

3 COMENTÁRIOS

  1. Jogasso ... perdi a conta de quantas vezes joguei essa maravilha, tanto no Mega Drive lá nos anos 90, quanto via emuladores ainda hoje. The Best Sega Mega Drive RPG, the best RPG ever.

    PS: Desculpem a impolgação, é que sou fanático por Phantasy Star.