Legend of Zelda, The (NES)

Em 1986 a Nintendo lançava o game que definiu padrões para RPGs, mas foi incluído numa categoria única, tamanha sua diversidade de estilos.

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The Legend of Zelda é um jogo dos gêneros ação, aventura e RPG , lançado originalmente no Japão como The Hyrule Fantasy: Zelda no Densetsu, em 1986. Desenvolvido e publicado pela Nintendo, foi desenhado por Shigeru Miyamoto e Takashi Tezuka, com músicas de Koji Kondo.

A história se passa na terra de Hyrule, e desenvolve-se sobre as aventuras de um garoto chamado Link, o personagem jogável, que busca por oito fragmentos da “Triforce of Wisdom” (a Triforça da Sabedoria), para assim resgatar a Princesa Zelda, que está sob domínio do vilão Ganon. No decorrer da ação, o jogador vê Link em ângulo superior, deslocando-o pelos mapas e vários labirintos subterrâneos, derrotando inimigos e resolvendo quebra-cabeças pelo caminho.

Sendo o título inaugural da série de grande sucesso, The Legend of Zelda saiu em disquete para o Famicom Disk System, e cerca de um ano depois, na América e Europa para o NES em forma de cartucho, o que fez dele o primeiro a incluir bateria interna para salvar progressos. Em 1994, essa versão saiu também no Japão, como The Hyrule Fantasy: Zelda no Densetsu 1.

O game foi um dos maiores best-sellers da Nintendo, vendendo mais de 6,5 milhões de cópias. É citado com frequência em listas de melhores e mais influentes games e considerado um dos precursores dos RPGs, especialmente dos RPGs de ação. Teve diversas sequências, prequelas e spin-offs.

História e desenvolvimento

A equipe comandada por Shigeru Miyamoto (produção) e Takashi Tezuka (história e script) trabalhou simultaneamente em outro clássico do NES, Super Mario Bros., tentando separar as ideias: enquanto Mario era um game linear, onde a ação ocorria em uma sequência definida, Zelda seria o oposto, com ação não-linear, forçando os jogadores a resolver puzzles e entender pistas para avançar.

Quando criança, fui caminhar e encontrei um lago. Foi uma supresa ter praticamente tropeçado nele. Quando viajei pelo país sem mapa, “tropeçando” em coisas incríveis conforme seguia, percebi que me sentia em aventuras como essa. Shigeru Miyamoto

Nos primeiros esboços, o game começava com uma espada já no inventário. Segundo Miyamoto, houve dificuldade de quem jogou com os labirintos, foi então retirada a espada, forçando o jogador a se comunicar com personagens para obter ajuda na exploração. A inspiração teria nascido em suas próprias aventuras na cidade de Kyoto, quando garoto, explorando campos, matas e cavernas da região – em cada jogo de Zelda, ele tenta passar ao jogador a sensação de um garoto se aventurando. As memórias infantis de se perder entre portas deslizantes na casa de sua família em Sonobe foi reimaginada nos labirintos de Zelda.

Link foi feito para deixar mensagens ao jogador através de sua jornada: começa como um garoto comum, que vai se fortalecendo até derrotar o mal maior. O nome da princesa foi inspirado em Zelda Sayre Fitzgerald. Segundo Miyamoto, “Zelda foi a esposa do escritor F. Scott Fitzgerald. Ela era famosa e considerada uma bela mulher por todos. Tomei a liberdade de usar seu nome para o primeiro título de Zelda“.

Enredo

O pequeno reino de Hyrule está em caos desde que o exército de Ganon, o Príncipe das Trevas, o invadiu e roubou a “Triforce of Power” (Triforça do Poder), parte de um conjunto de artefatos mágicos que dão grande poder ao possuidor. Tentando evitar que Ganon consiga a “Triforce of Wisdom”, a Princesa Zelda divide o conjunto e o esconde em oito partes, em labirintos secretos por toda a terra.

Antes de ser raptada por Ganon, Zelda ordena que a anciã Impa encontre alguém corajoso o bastante para salvar o reino. Durante a procura, ela acaba cercada pelos asseclas de Ganon, sendo salva pelo jovem Link. Ao ouvir o apelo de Impa, Link decide partir em busca das partes restantes da Triforce, assim terá poder o suficiente para enfrentar Ganon.

Spoiler
Durante o jogo, Link localiza os oito labirintos, derrota os monstros guardiões e recupera os fragmentos. Com a Triforce of Wisdom completa, Link se infiltra no esconderijo de Ganon, na Death Mountain, e o confronta, derrotando-o com uma Silver Arrow (Flecha de Prata). Após recuperar a Triforce of Power dentre as cinzas do rival, Link devolve as peças para Zelda, restaurando assim a paz a Hyrule.

Jogabilidade

The Legend of Zelda incorpora elementos de ação, aventura, RPG e quebra-cabeça. Link começa o jogo só com um escudo pequeno, mas uma espada fica disponível logo nas primeiras ações, ao explorar uma caverna. Durante o jogo, mercadores, pessoas em cidades e outros guiarão Link através de pistas. Essas pessoas estão espalhadas pelo mundo e escondidas em cavernas, matas ou cachoeiras. Para impedir o progresso, criaturas por toda parte, como as que são enfrentadas ao localizar a entrada de labirintos subterrâneos.

Cada labirinto tem sua própria estrutura, com salas conectadas através de corredores e passagens secretas. Também estão nos labirintos equipamentos e itens para Link, e criaturas diferentes do mapa externo. Só passando por todos os labirintos Link encontra as partes da Triforce, que quando enfim completa, dá acesso ao labirinto final, onde Zelda será resgatada. A ordem para completar os labirintos (exceto o final) depende do jogador. Pode-se também mesclar explorações de mundo superior e labirintos, enquanto coleta-se itens.

Ao completar o game, é dado acesso a uma aventura mais difícil, chamada de “Second Quest”, com labirintos modificados por criaturas mais fortes e itens em novas posições. Essa aventura pode ser rejogada à vontade, e também acessada a qualquer momento, iniciando um novo arquivo com o nome “ZELDA”.

Recepção e legado

The Legend of Zelda é amplamente visto como precursor do gênero RPG, ainda que hoje não seja considerado de forma unânime RPG, por suas mecânicas mais próximas à games de ação com estratégia. Sua fórmula e estilos gráfico e sonoro foram base para inúmeros games de RPG. Títulos como Times of Lore (Origin Systems) tentaram emular a fórmula ação-RPG de Zelda, que continuou exercendo grande influência mesmo nos jogos de RPG dito “clássico”, ao saírem dos turnos fixos para rodadas de ação em tempo real.

Após o lançamento na América, um novo gênero passou a ser discutido, mas até hoje existe disputa entre opiniões sobre Zelda ser um RPG ou action-adventure com elementos de RPG; alguns ainda dizem que o game tem estilo único por mesclar tantos. Eiji Aonuma, produtor de The Legend of Zelda: Skyward Sword (Wii), disse que “The Legend of Zelda não se encaixa em nenhum gênero“. Teve uma única sequência direta, muitas prequelas e spin-offs, sendo uma das franquias-chave da Nintendo. Estabeleceu personagens importante do universo Zelda, como Link, Princesa Zelda, Ganon, Impa e a Triforce.

The Legend of Zelda é presença normal em listas de melhores e mais influentes games já criados, sendo precursor de games em mundo aberto, não-lineares, e introduzindo o salvamento de progressos no cartucho. Entre reviews, teve nota 9/10 do AllGame, 7.2/10 da GameSpot, 84/100 no Metacritic.

Personagens

Link

Princesa Zelda

Ganon

Galerias

Créditos

Expandir
Quem editou este artigo: Daniel Lemes
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