Chrono Trigger (Super Nintendo)

Em 1995, o Time dos Sonhos da Square juntou-se para criar um game "diferente de tudo já feito".
Atualização: Daniel Lemes
0
682

Chrono Trigger (em japonês: クロノ・トリガー Kurono Torigā) é um game do gênero RPG desenvolvido e publicado pela Square para o Super Nintendo, em 1995. O time de criação era baseado em três nomes importantes que formavam o chamado "Dream Team" da empresa: Hironobu Sakaguchi, criador da série Final Fantasy; Yuji Horii, designer criador da série Dragon Quest; e Akira Toriyama, renomado ilustrador de mangá, famoso por trabalhos como Dragon Quest e Dragon Ball. Kazuhiko Aoki produziu o game, Masato Kato escreveu a maior parte do roteiro e Yasunori Mitsuda compôs a maioria da trilha sonora - como adoeceu durante a produção, as faixas para fechar a trilha foram compostas por Nobuo Uematsu (Final Fantasy).

A trama se passa num mundo similar a Terra, com eras igualmente similares, mas peculiares. Na pré-história, dinossauros vivem junto com humanos; na Idade Média estão cavaleiros, castelos e também dragões, monstros e magia; no futuro pós-apocalíptico, humanos e sentinelas ciborgues lutam pela sobrevivência. Tudo gira ao redor de um grupo de jovens aventureiros, que viajam pelo tempo tentando salvar o mundo de uma grande catástrofe a qual está condenado.

Chrono Trigger foi sucesso comercial e de crítica, garantindo lugar entre os maiores games da história. A revista Nintendo Power descreveu aspectos dele como revolucionários, como os múltiplos finais, buscas paralelas que enriquecem a história de cada personagem, o sistema de batalha e detalhes gráficos. Foi o terceiro game mais vendido no Japão em 1995 (atrás de Dragon Quest VI e Donkey Kong Country 2), com mais de 2.5 milhões de cópias vendidas até 2003.

Enredo

Chrono Trigger Lavos emergindo
Lavos emergindo

O personagem central é o jovem Chrono, que vive no Reino de Guardia no ano 1000 AD. Durante visita à Millenial Fair, conhece a garota Marle, quando esbarram e ela quase perde seu pingente. Eles vão assistir juntos à apresentação da amiga de infância de Chrono, Lucca (junto com o pai), que demonstra sua nova invenção, uma máquina de teletransporte, o Telepod.

Após a primeira demonstração com sucesso, Marle resolve experimentar, mas algo dá errado e ela desaparece misteriosamente num portal. Chrono e Lucca percebem que o efeito foi causado pelo pingente que ela usava e ficou na máquina, e decidem usá-lo para reabrir o portal e partir em seu resgate.

Repetindo o procedimento, os dois passam pelo portal, indo para o ano 600 AD, onde descobrem que Marle foi confundida com a desaparecida rainha local, Leene, e está vivendo no palácio. Essa alteração na história levará Leene a não ser jamais encontrada. Só então fica claro que Marle é, na verdade, a Princesa Nadia de 1000 AD, que vivendo entediada no palácio, resolveu contrariar o Rei e ir disfarçadamente à Feira do Milênio. O paradoxo no tempo (a morte da rainha) afetará toda a linha de antepassados de Marle, que deixa de existir. Mais tarde, com ajuda do nobre cavaleiro Frog (na verdade, Glenn, que foi transformado numa figura híbrida de homem com sapo pelo temível Magus), o grupo resgata a verdadeira rainha e assim "recria" Marle no tempo.

Quando os três usam o portal para voltar a 1000 AD, Chrono é preso sob acusação de ter sequestrado a Princesa Nadia / Marle, e depois de julgado, é sentenciado a morte. Lucca e Marle o ajudam a escapar da masmorra, mas precisam apelar a outro portal temporal para fugir, indo acidentalmente ao ano 2300 AD. É um futuro tenebroso, onde o mundo foi assolado por uma criatura chamada Lavos por volta de 1999. Eles decidem ficar e ajudar a impedir a destruição futura (então para eles, passada) do mundo.

Ver história completa
Após encontrar e consertar Robo, Chrono e seu grupo encontram Gaspar, um sábio ancião do final dos tempos, que os ensina a desenvolver poderes mágicos e como viajar pelo tempo através de pilares de luz. Ao visitar a pré-história, em 65,000,000 BC, a guerreira tribal Ayla entra para o grupo, e é ali também que presenciam a chegada da Lavos - um tipo de parasita alienígena que se implanta no interior do planeta e ali passará milhões de anos absorvendo energia, até finalmente vir a superfície em 1999, trazendo o caos.

No ano 12000 BC, o grupo descobre que o Reino de Zeal sabe da existência de Lavos e planeja usar sua energia como fonte de imortalidade através da Mammon Machine. A Rainha Zeal aprisiona Chrono e amigos, que são libertados pela Princesa Schala, mas não podem fazer nada porque o misterioso profeta e conselheiro da rainha a força a bani-los daquela era e selar os portais do tempo, impedindo-os de voltar.

De volta a 2300 AD, eles localizam a Epoch (ou Wings of Time), nave capaz de levá-los a qualquer época sem usar os portais, mas quando retornam a Zeal, a Mammon Machine já causou uma perturbação que despertou Lavos de seu sono. Então descobrem que o profeta era na verdade Magus, o mesmo inimigo do ano 600 AD, tentando destruir sozinho o monstro alien. Chrono acaba sendo aniquilado por um raio de Lavos, que também destrói Zeal antes de adormecer novamente.

Os amigos de Chrono despertam num vilarejo e encontram Magus, que confessa ter nascido como o Príncipe Janus de Zeal em 12000 BC. O desastre original no Ocean Palace (quando Lavos foi despertado pela Mammon Machine) causou seu lançamento no tempo, indo parar na Idade Média, onde assumiria o nome de Magus, ganhando seguidores por usar magia, sempre com o objetivo de despertar e matar Lavos para vingar a morte de sua irmã Schala no passado. Mas no momento em que o grupo de Chrono enfrentou Lavos, Magus acabou lançado de volta a Zeal no passado, apresentando-se ali como um profeta. Sua meta sempre foi destruir Lavos.

O grupo volta ao fim dos tempos e recebe de Gaspar o "Chrono Trigger", artefato em formato de ovo que permite substituir Chrono por um boneco segundos antes de sua morte. Com todos novamente reunidos, passam a ganhar força para o confronto final através de várias missões, que incluem derrotar os remanescentes dos Místicos (seguidores de Magus em 600 AD), a máquina insana que criou Robo em 2300 AD e restaurar uma grande floresta destruída no passado. Com poder suficiente para invadir o Black Omem, onde a Rainha Zeal está protegida, e derrotá-la, enfim enfrentam e derrotam Lavos, eliminando a ameaça.

O jogo tem vários finais. Exemplo: se Magus junta-se ao grupo, ele parte em busca da irmã Schala. Nesse caso, Frog não voltará a forma humana, já que foi transformado por Magus. A mãe de Chrono acidentalmente entra no portal na feira pouco antes dele se fechar, levando Chrono, Marle e Lucca a embarcar no Epoch para buscá-la. Enquanto voam pelo céu, são vistos fogos de artifício na noite. Outro final acontece se a Epoch for usada para romper a proteção de Lavos: Marle tenta ajudar o pai a bater o Sino de Leene e acaba sendo erguida por diversos balões; Chrono pula para pegá-la e ambos saem voando juntos.

Gameplay

Chrono Trigger - Guardia, ano 1000 AD
Chrono Trigger - Guardia, ano 1000 AD

Inovações foram adicionadas à tradicional jogabilidade de RPGs em Chrono Trigger. Os mapas consistem de paisagens diversas como montanhas geladas, campos, florestas e cidades. Algumas áreas são compostas por longos corredores e labirintos, e monstros aparecem a qualquer momento, interrompendo a caminhada. Pode-se passar por alguns sem ser molestado, mas um encontro terminará em luta - que ocorre na mesma tela do mapa, com adição das barras de energia e pontos. Podem ser usados ataques físicos, com armas, magias e itens durante a luta, e se um personagem perde todos os pontos de energia, fica desacordado, inabilitado para o combate; se todos caem, o game termina e será preciso usar um save point. Baús contém itens que vão de alimentos a armas.

Chrono Trigger tem o Active Time Battle, sistema de batalha criado por Hiroyuki Ito originalmente para Final Fantasy IV, que permite decidir como os inimigos agem - o tempo todo durante a luta (de acordo com suas respectivas barras de tempo), ou seguir o tradicional sistema de turnos. Assim, se a primeira opção for escolhida, é preciso tomar decisões rápido, já que você continua sendo atacado mesmo que não tenha confirmado suas ações e ainda esteja nos menus. Inimigos mais ágeis têm barras de tempo que enchem mais depressa e magias de paralisia lançadas pelos inimigos vão tornar sua barra muito lenta.

Os Techs são técnicas físicas que atingem inimigos únicos ou grupos, com movimentos especiais, e custam pontos, tal como magias. Cada personagem recebe oito Techs que podem ser usadas em conjunto com outras, para criar Techs duplas e triplas, de efeito fortalecido. Por exemplo, o Cyclone, um giro com espada de Chrono, fica mais poderoso se combinado com o Flame Toss de Lucca, criando o novo Tech Flame Whirl. Nem todas as Techs são combináveis.

A principal característica do game é a possibilidade de viajar no tempo, conseguindo aliados, enfrentando diferentes inimigos e descobrindo partes da trama a cada era visitada. Há treze finais, que dependem de fatores como escolher entre lutar ou perdoar rivais ou quais itens são ou não usados. Uma novidade foi o New Game+, opção que permite reiniciar o game após completá-lo mantendo a maior parte dos itens e estatísticas - isso seria reutilizado em títulos da Square e Enix como Chrono Cross, Parasite Eve, Vagrant Story e Final Fantasy X-2.

Desenvolvimento

square dream team 1995
Hironobu Sakaguchi, Yuji Horii e Akira Toriyama - o "Dream Team" da Square, em fevereiro de 1995

Chrono Trigger foi concebido em 1992 por Hironobu Sakaguchi (criador de Final Fantasy e então vice-presidente da Square), Yuji Horii (criador da série Dragon Quest) e Akira Toriyama (do mangá Dragon Ball). Viajando juntos à América para pesquisar novidades da computação gráfica, o trio decidiu criar algo que ninguém havia feito antes. Após mais de 1 ano considerando as dificuldades de desenvolver um novo game, receberam uma ligação de Kazuhiko Aoki, oferecendo-se para a produção. O quarteto passou a discutir ideias juntos, e a Square convocou entre 50 e 60 desenvolvedores para o projeto, incluindo o desenhista de cenários Masato Kato, designado para o planejamento da história. Foram várias horas por dia no primeiro ano para criar a trama.

A Square pretendia colocá-lo como parte da franquia Seiken Densetsu (a série Mana, de Secret of Mana), com o título "Maru Island", enquanto Hiromichi Tanaka (futuro diretor de Chrono Cross) monitorava os designs iniciais de Toriyama. A equipe planejava o game para o Super Famicom Disk Drive, mas quando a Nintendo desistiu do dispositivo, foi tudo reorganizado para o cartucho, já batizado com o nome definitivo Chrono Trigger.

Yuji Horii, fã de ficção e viagens no tempo (como na série Túnel do Tempo), vinha alimentando a ideia de explorar o tema quando surgiram os esboços iniciais de Chrono Trigger; o paradoxo temporal cercando os antepassados de Marle o agradava em especial. Sakaguchi entrou com detalhes como o personagem Gato, e apreciava o drama envolvendo Marle e a reconciliação com o pai. Masato Kato editou e complementou a história com detalhes como os eventos de 12000 BC. Kato e Horii propuseram a morte definitiva de Chrono, e que o resto do grupo pudesse salvar uma versão do passado dele para completar a jornada.

Kato também teve a ideia de múltiplos finais, já que não poderia ramificar a história principal por caminhos muito distintos, então Yoshinori Kitase e Takashi Tokita escreveram vários sub-enredos. Kato tornou-se amigo do compositor Yasunori Mitsuda, e eles seriam parceiros em vários projetos futuros. Katsuhisa Higuchi programou o sistema de batalha, que não usava um fundo próprio como vários games da Square, mas sim o próprio mapa. Foi um trabalho difícil fazê-lo sem slowdowns, já que monstros animados entrando na tela consumiam muito mais memória que sprites estáticos de outros jogos.

Tanaka foi responsável pela transição sem cortes entre mapa e batalha. Aoki ficou na produção, enquanto o crédito de diretor foi para Akihiko Matsui, Kitase e Tokita. Toriyama desenhou toda a estética de Chrono Trigger, incluindo personagens, monstros, veículos e a aparência de cada era. Kato contribuiu com ideias de personagens e design; entre elas, Gaspar seria um personagem controlável, mas acabou cortado logo no começo dos trabalhos (aparecendo como NPC). A equipe toda estudava os traços de Toriyama para manter um padrão. Sakaguchi e Horii supervisionaram, sendo o primeiro responsável pelo sistema de jogo e contribuindo com ideias de monstros.

Outros designers importantes no time incluem o diretor gráfico Tetsuya Takahashi, e Yasuyuki Honne, Tetsuya Nomura e Yusuke Naora, que trabalharam como artistas gráficos de campo. Yasuhika Kamata programou gráficos e citou o trabalho visual de Ridley Scott no filme Alien como inspiração para a iluminação; cores e luzes deveriam ser um meio termo entre Secret of Mana e a série Final Fantasy.

Sakaguchi gostou da criação feita sobre o universo de Toriyama, citando que a inclusão de várias passagens bem-humoradas "seria algo impossível em Final Fantasy". Quando a Square sugeriu a criação de um personagem não humano, a equipe desenhou Frog, adaptando um dos rascunhos de Toriyama. Criaram também o End of Time para ajudar os jogadores com dicas, pensando nos que viessem a "empacar"; beta testers diziam que o game era muito difícil, sensação que o time de desenvolvimento não teve enquanto trabalhava. Foi também a partir de opiniões de testers criado o modo New Game+, pois muitos demonstravam interesse em jogar de novo, ou "viajar de novo pelas eras".

Música

Yasunori Mitsuda e Nobuo Uematsu
Yasunori Mitsuda e Nobuo Uematsu. Fonte

Os compositores principais de Chrono Trigger foram Yasunori Mitsuda e Nobuo Uematsu, com uma faixa composta por Uematsu junto com Noriko Matsueda (o mesmo de Front Mission). Programador de som na época, Mitsuda estava insatisfeito com seus ganhos e ameaçou deixar a Square se não pudesse compor músicas, sua verdadeira vocação. Sakaguchi sugeriu a ele trabalhar com Chrono Trigger, dizendo que assim "talvez seu salário aumente".

Ele já tinha uma série de faixas compostas ao longo dos 2 anos anteriores em sua coleção pessoal, mas passou noites no estúdio para completar a trilha ddo game. Mitsuda admitiu que a faixa To Far Away Times, por exemplo, surgiu de uma ideia anterior a Chrono Trigger, e que a canção foi dedicada a "uma certa pessoa com quem eu queria ter compartilhado uma geração". Cada faixa foi composta para ter cerca de 2 minutos, algo pouco usual para a Square na época; algumas chegam a mais de 3 minutos.

Mas Mitsuda passou por problemas técnicos e de saúde, precisando da ajuda de Uematsu para fechar a trilha, com as 10 faixas finais. Ele considera o jogo um marco que ajudou a amadurecer seu talento, mas também um grande desafio.

Mitsuda voltou a tempo de assistir o fim do game pela primeira vez junto com a equipe, chorando na cena final.

Nem posso contar quantas memórias me traz. Eu estava em crise porque não podia compor, ia ao hospital regularmente por causa de úlceras desenvolvidas durante o trabalho, tive uma pane no disco rígico e perdi quase 40% de faixas em progresso... Ótimo, parece que só lembro das coisas negativas! Mas quanto a equipe inteira se reuniu para assistir ao final, eu chorei mesmo (vários outros da equipe estavam bastante comovidos). Acho que todos colocamos muito de nossas emoções no game.

Chrono Trigger trazia num número de faixas sem precedente nos games - a trilha foi lançada em CD triplo em 1995. Em 1999, a Square produziu outro disco, para complementar o lançamento para PlayStation, mas com versões orquestrais usadas nas cutscenes. Quatro novas faixas foram compostas por Tsuyoshi Sekito, o que desagradou alguns fãs já que elas soaram bastante diferente do trabalho de Mitsuda. Ele voltou ao jogo no port do Nintendo DS para garantir que a sonoridade fosse mais próxima do original.

A trilha continou sendo remixada e gerou mais de 700 álbuns de tributo ou covers, muitas com partipação do próprio Mitsuda, incluindo a sinfônica na turnê mundial Play! A Video Game Symphony.

Recepção e legado

Só no Japão, as versões SNES e PlayStation venderam juntas cerca de 2.36 milhões de cópias, sendo mais de 2 milhões nos primeiros 2 meses, o colocando como terceiro mais vendido do ano; obteve também ótima resposta na América. Chrono Trigger foi um grande sucesso de crítica, com resenhas positivas de toda a mídia especializada. Notas de reviews da época foram altas, e revistas como a Nintendo Power classificaram o game como "o maior já feito". Recebeu vários prêmios da Electronic Gaming Monthly em 1995, incluindo Melhor RPG, Melhor Música em Game Baseado em Cartucho e Melhor Game do SNES.

Reviews recentes como o da IGN comentam que ele tem "uma história cativante mas que não se leva tão a sério" e "uma das melhores trilhas sonoras já compostas para videogames". O placar agregado do site de reviews Game Rankings o coloca como o segundo melhor RPG e o 24º melhor game entre todos os jogos avaliados. Em 2009, o Guiness Book citou Chrono Trigger como o 32º game mais influente da história. A Nintendo Power o lista como um dos melhores finais de games da Nintendo, com seus diversos finais possíveis.

Algumas notas incluem:

  • Site Allgame - 9/10
  • Revista EGM, agosto de 1995 - 9.25/10
  • Revista Famitsu, maio de 1995 - 34/40
  • Revista Nintendo Power, agosto de 1995 - 4.08/10
  • Site da IGN - 9.8/10
  • Revista SuperGamePower, dezembro de 1995 - 5/5

Aparece também com frequência em listas de melhores de todos os tempos. Ficou entre os primeiros em todas as votações do site IGN "Top 100 de Todos os Tempos": 4º em 2002, 6º em 2005, 2º em 2006, 18º em 2007 e 2º em 2008; na edição de aniversário de 20 anos da Nintendo Power, entrou como 5º melhor do Super NES; em 2012, foi 2º na lista "100 Melhores da História" do site GamesRadar, e 1º na lista "Melhores JPGRs"; o mesmo site o coloca ainda como 2º melhor game de Super NES da história (atrás de Super Metroid).

Chrono Trigger inspirou vários lançamentos e sequências. A primeira foi no Satellaview, em 1995, com Chrono Trigger: Jet Bike Special, um racing baseado num minigame do jogo original; o seguiram Chrono Trigger: Character Library, apresentando perfis de personagens e monstros, e Chrono Trigger: Music Library, uma coleção de músicas. O conteúdo dos dois últimos foi incluído nos extras da versão PlayStation.

Um game para o Satellaview foi lançado em 1996, chamado Radical Dreamers: Nusumenai Hoseki, sequência paralela de eventos de um dos finais do original, resolvendo uma ponta solta na trama. Sendo baseado em texto, curto e com poucos gráficos, não foi lançado fora do Japão, mas traduzido por fãs em 2003, roda em emuladores. A Square planejava inclui-lo como um easter egg na versão PlayStation de Chrono Trigger, mas Kato não ficou satisfeito com o resultado desse trabalho e barrou a inclusão. Parte da trama de Radical Dreamers apareceu mais tarde na sequência "de fato" de Chrono Trigger, Chrono Cross (PlayStation, 1999).

A Square relançou Chrono Trigger algumas vezes: em 1999, uma versão foi portada para o PlayStation e mais tarde fez parte da coleção Final Fantasy Chronicles, lançada no mercado americano em 2001. Uma versão aprimorada foi lançada para o Nintendo DS em 2008. Na metade de 2011, foi a vez do Virtual Console (Wii), e no final daquele ano, ganharia ports para Android e iOS.

Editaram este artigo: Daniel Lemes
Se não tiver conta no Memória BIT, será criada uma. Nada será publicado em seu perfil.
Se já tem conta no MBIT, faça login nela e vincule-a ao Facebook.

SEM COMENTÁRIOS

X
Todos os comentários passam por moderação antes de publicados. Se o seu for aprovado, vai aparecer em breve!

DEIXE UM COMENTÁRIO