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O Memória BIT é uma coleção de artigos, fichas técnicas, reviews e outros conteúdos sobre videogames antigos. Você encontra muita informação sobre aparelhos clássicos como o Atari 2600, máquinas da Sega, Nintendo e essa coisa toda que fez sucesso — ou não muito — no passado.

Às vezes damos aquela "esticada" até consoles atuais, PCs, fliperamas e outros temas de interesse em comum para fãs de diversão eletrônica e cultura pop, afinal ninguém é de ferro (ninguém, Stark!).

Videogames antigos = mais ou menos duas gerações para trás, mas isso não é regra.

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Se quiser saber mais sobre o site, confira os links no fim da página, tem tudo ali.

Agora, um breve papo filosófico.

No tempo dos kilo...

As unidades de medida vão ficando para trás; nos anos 2010, convivemos com os terabytes. Terabytes de informação, imagens, vídeos, e já achamos pouco, tem gente trabalhando em laboratórios com petabytes. Com a Internet, queremos tudo mais: conhecimento, experiências, som, imagens, tempo.

Mesmo os chamados gênios mal podiam esperar que tamanha seria a demanda por tudo. Abrindo os anos 80, um certo Bill Gates teria afirmado (na condicional, pois há controvérsias sobre a veracidade) que "ninguém precisará de mais que 640 kB de memória em seu computador pessoal". Foi piada ou ele não contava com um sistema operacional sozinho consumindo mais de 500 MB.

Bill Gates
Bill, Bill... 640 KB?

E tudo cresce num ritmo absurdo: nos anos 80, convivíamos com, no máximo, kilobytes; nos anos 90, megabytes; nos 2000, gigabytes; hoje, terabytes... E assim seguiremos pelos petabytes, zetabytes e o que vier.

Mas com a mesma velocidade que buscamos e alcançamos tudo, parece que o tempo vai fluindo depressa. Um minuto atrás assistíamos E.T. e achávamos os efeitos especiais ótimos; comprávamos vinis e o som parecia perfeito. Jogávamos games de Atari e era o cúmulo da tecnologia, logo superado pelos consoles 8-bit, logo superados pelos 16-bit, logo superados pelos 32-bit...

Fome de tudo

Mas será que essa demanda serve aos nossos melhores interesses? A necessidade de ter sempre o último lançamento parece que queima etapas. Não se aproveita nada plenamente — tudo é usado por pouco tempo e descartado para dar lugar a um novo item, que também será pouco usado e descartado.

Veja o exemplo do hardware: uma placa de vídeo chega ao mercado como a melhor, e você, animado (ou não tanto, porque é um mês de trabalho ou mais), compra . Aí a atualização poucos meses depois para tirar preciosos tostões de seus bolsos que acabaram de ser depenados para ter aquela que era a mais possante. E no final, pouco proveito tirará desta também, já que a substituta acena no horizonte, e você vai gastar de novo, pois precisa estar "atualizado".

Conclusão a lamentar: a tecnologia ficou mais importante que o conteúdo.

Evolução das tecnologias

Bons filmes do passado são ignorados, só o primor técnico dos lançamentos interessa; jogos antigos são feios e não divertem, bom mesmo é discutir se o game novo "roda no talo na minha config"... Não sou um antiquado convicto e também gosto do moderno, mas convenhamos que muita diversão está em caixas empoeiradas de livros, filmes, games e músicas.

Essa é a do Memória BIT: trazer à superfície boas memórias do tempo em que nos divertíamos em bytes, kilobytes e (quando muito) megabytes; quando era preciso sair de casa para encontrar um disco com a música que ouvíamos no rádio; quando a informação era melhor absorvida por ser oferecida em doses menores; quando o mundo era menos digital e mais analógico.

Do tempo em que Senna brigava com Prost, o Papa era pop, o Brasil tri, os caras do Metallica cabeludos, celular do tamanho de um tijolo, e a guerra Sega x Nintendo soltava faíscas.

ATARI 2600

Se você não viveu sem Internet e acha tudo isso baboseira, papo de gente presa ao passado: acredite, foi um grande período que deixou muita coisa boa. Aproveite o conteúdo, experimente tudo que puder e tire suas conclusões.

Mas se você estava lá... não precisa de mais argumentos. Divirta-se com boas lembranças ou, quem sabe, conheça algumas velharias.